Como a pérola achada no mar profundo
Não sou um entre muitos, estou entre uma imensidão fria, deserta e sombria, que me sufoca, que me esconde
E isso é mais fácil fazer com a vergonha. E o que é vergonha, senão uma questão de vaidade? Para que admitir que somos tão iguais a todos?
Eu... sou apenas uma criatura vivente e não a serpente
Criado para erro, justamente para não ser perfeito
Pura maldade criado para inveja, luxúria, nunca vestido da minha real formosura
Feito do barro, do pó ao pó
Caio todos os dias em meus próprios desejos
E sofro todos os dias porque eles não serão desfeitos
Me acompanha a lucidez ácida da verdade
Mostrando a minha crueldade, hostilidade e mediocridade
Pois a fraqueza,tenho certeza, é a minha maior qualidade
E sofro todos os dias porque eles não serão desfeitos
Me acompanha a lucidez ácida da verdade
Mostrando a minha crueldade, hostilidade e mediocridade
Pois a fraqueza,tenho certeza, é a minha maior qualidade
Onde não tenho domínio da dor e muito menos do prazer...
Prazer... que estranhamente amarga a boca de muita gente
Já não sei quantas vezes transgredi,
para uns é sempre a mesma história: regredi!
Não vejo sentido no que dizem, voltar atrás de algo que sempre esteve aqui, presente
Era como se fosse um querido ausente, alguém que não ia embora facilmente
Me sinto nu com toda a verdade exposta e presente em um texto talvez solitário
Criações de um poeta imaginário, loucuras de um homem apaixonado pela carne
Cruel? Irreal? Cru? Descrente? Nunca!
Eu sou livre e quente...
Mas Deus... Ele sabe...até os anjos caem
Feitos da beleza desconhecida, até hoje não vista, tornaram ela sombria
Os antigos frutos de amor são hoje sinônimos das dores,
das desgraças, das fomes e das chagas
Desfeitos de seu caráter, despidos de sua luz
Ferem e matam como eu e vc, como vc e eu
Desejam estar entre os vivos, como os vivos
Pois tudo é vivo, menos aquilo que não se morre ou mata, que não tem fim.
Para eles não há vida, porque não há morte.
Não há paixão, e somente por isso não há também rejeição.
2005
Prazer... que estranhamente amarga a boca de muita gente
Já não sei quantas vezes transgredi,
para uns é sempre a mesma história: regredi!
Não vejo sentido no que dizem, voltar atrás de algo que sempre esteve aqui, presente
Era como se fosse um querido ausente, alguém que não ia embora facilmente
Me sinto nu com toda a verdade exposta e presente em um texto talvez solitário
Criações de um poeta imaginário, loucuras de um homem apaixonado pela carne
Cruel? Irreal? Cru? Descrente? Nunca!
Eu sou livre e quente...
Mas Deus... Ele sabe...até os anjos caem
Feitos da beleza desconhecida, até hoje não vista, tornaram ela sombria
Os antigos frutos de amor são hoje sinônimos das dores,
das desgraças, das fomes e das chagas
Desfeitos de seu caráter, despidos de sua luz
Ferem e matam como eu e vc, como vc e eu
Desejam estar entre os vivos, como os vivos
Pois tudo é vivo, menos aquilo que não se morre ou mata, que não tem fim.
Para eles não há vida, porque não há morte.
Não há paixão, e somente por isso não há também rejeição.
2005
